Hoje estou...
Meu humor atual - i*Eu










on-line, no momento.

Tempo em Brasília
The WeatherPixie







Últimas Notícias
Últimas Notícias - Estadão













O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil





Divulgue o seu blog!




















Site search Web search

powered by FreeFind


Letras de Música




by letras.mus.br










Powered by Blogger
Template desenvolvido por Blog Templates




Quarta-feira, Abril 05, 2006



Comecei um novo projeto, hoje.
E, pior, no mesmo dia da cirurgia de catarata de Momy...
Eita diazinho corrido, sô!
A cirurgia foi 10. Já o projeto...
Muito serviço e viagem à vista, pra semana que vem.
Vamos ver no que dá.
No Orkut, muitos novos amigos
e muitos alôs dos antigos!
Então... a gente se fala!

Postado por þérolå, em 7:54 PM
Comente aqui:





Postado por þérolå, em 7:41 PM
Comente aqui:


Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão.
Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada.
E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.
A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga.
Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial.
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima.
Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía : "há muita gente nesta empresa".
E adivinha quem o marimbondo mandou demitir?
A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Moral da história:
Tenho certeza que você está pensando: "já vi esse filme em algum lugar!"


Postado por þérolå, em 7:39 PM
Comente aqui:






Carequinha apresentava graves problemas de saúde desde o final do ano passado.
Na madrugada do dia 5 de abril, morreu o palhaço Carequinha em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Ele estava em sua casa, com sua família.
Carequinha apresentava graves problemas de saúde desde o final do ano passado.
Seu nome verdadeiro era George Savalla Gomes.
Sua mãe era trapezista e ele começou a trabalhar no circo com apenas cinco anos de idade.
Carequinha completaria 91 anos de idade em julho.

Postado por þérolå, em 7:36 PM
Comente aqui:









Postado por þérolå, em 7:33 PM
Comente aqui:



Sempre quis escrever sobre minha paixão por cartas, não as do baralho, mas cartas de amor, de amigos, de viagens, de fãs, correspondência, enfim. Faltava o pretexto, que Walter Salles agora me deu. Fui ver "Central do Brasil". Um filme tocante, que nos remete a outro Brasil, um Brasil sem fax, computador, internet. Um Brasil que não se conecta pela tomada, mas pela emoção, e cuja comunicação quase sempre se dá via oral, ou então pela música, pelo olhar. Um país onde a palavra escrita é um luxo.

Paulo Francis disse certa vez que a carta era o mais sofisticado instrumento de comunicação entre os seres humanos. É fácil entender por quê. As cartas tornaram-se obsoletas depois da invenção do telefone, que hoje cobre todo o país, automatizando os contatos. Telefonar é mais prático, evidente. É o meio ideal para convocar uma reunião, marcar hora no cabeleireiro ou avisar a namorada que se está atrasado. Telefone é bom para dar recado, sinal de vida, agendar-se. Não para declarar amor, narrar histórias, não para exercitar o lirismo e libertar o poeta que existe em nós.

Toda carta traz mais que uma mensagem. Traz, antes de tudo, a certeza de que alguém pensou em você, não por um segundo, mas por tempo suficiente para se mobilizar: providenciou caneta e papel, sentou, escreveu, procurou o endereço, comprou selo e dirigiu-se a uma agência dos correios. Toda carta traz a expectativa gerada por essa ação, traz a angústia do envelope fechado, que pode portar notícias boas ou ruins, provocar aproximações ou afastamentos. Toda carta é um pedaço de papel que voou, andou de trem, nasceu em outro lugar, esteve em outras mãos, e que, agora, encontra o seu dono, sabe-se lá quantos dias depois. Cartas são documentos de época. Cartas amenizam carências.

Romantismo? Total e absoluto. Adoro ler livros compostos por cartas, sejam elas inventadas ou verídicas. É um voyeurismo autorizado. "Cartas a um Jovem Poeta", de Rilke, e as cartas de Mário de Andrade a Fernando Sabino, só para citar dois exemplos, são lições de literatura e vida. O meu preferido do gênero, no entanto, é o livro que reúne as cartas escritas pelo ator francês Gérard Depardieu aos seus conterrâneos Catherine Deneuve, Isabelle Adjani, François Miterrand, Truffaut, e também cartas à doença, ao dinheiro, à natureza. Não vai ser fácil encontrar um exemplar, foi editado em 1988 e chama-se "Cartas Roubadas", da Editora Nova Fronteira.

Antigamente, eu escrevia muitas cartas, a maioria à mão, como deve ser. Hoje, mantenho correspondência com poucas pessoas, um amigo na França, alguns leitores e só, e cometo o pecado de escrever tudo no computador, que deixa tudo impessoal. A tecnolgia acabou com a minha caligrafia, tenho dificuldade até para preencher cheque, não reconheço mais a minha letra. Mas continuo a valorizar esse meio de comunicação antiquado e luxuoso. Mais do que um ajuntamento de palavras, a carta é um desabafo, uma confissão, um voto de confiança nos interlocutores que não podemos enxergar nem ouvir a voz. Carta é quente, e-mail é frio. Sem mais, me despeço, atenciosamente.


Martha Medeiros

Postado por þérolå, em 7:31 PM
Comente aqui: